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Foi detetada uma grande acumulação de armamento das forças armadas russas na Donbas (fotos aéreas, vídeo)

Creative Commons — Attribution 4.0 International — CC BY 4.0 [1]

Foi detetada uma grande acumulação de armamento das forças armadas russas na Donbas: tanques, blindados ligeiros BMP, sistemas de desminagem UR-77, canhões autopropulsados, blindados BTR-80, sistemas de mísseis antiaéreos (fotos aéreas, vídeo)

O grupo voluntário de reconhecimento aéreo colocou à disposição da comunidade internacional de inteligência InformNapalm as imagens frescas de uma grande acumulação de armamento e equipamentos de tropas de ocupação russas na Donbas. Os peritos OSINT de InformNapalm efectuaram a identificação de todos os armamentos e equipamentos. Nas fotos e vídeos aéreos foi apanhado o grupo inteiro de batalhão tático de tropas russas de ocupação. Alguns equipamentos militares apontam claramente a origem russa do seu fornecimento.

[A imagem original em resolução 1843-1417 px, acessível ao click]

tor [2]Local de avistamento: região de Donetsk, a periferia sudoeste da cidade de Chistyakovo (ex-Torez). Coordenadas: 47°59’26.1″N 38°36’17.0″E [3]

Na foto [4] temos 20 blindados T-64BV e T-72B de modificações antigas (com armamento principal de calibre 125 mm), 25 blindados ligeiros (BMP-1/BMP-2), 4 canhões autopropulsados 2S1 «Gvozdika» (calibre 122 mm), 5 blindados ligeiros BTR-80, complexo de mísseis antiaéreos 9K35 «Strela-10» e outros equipamentos.

Também na foto [5] foi avistada a estação médica russa (AP-2), que em agosto de 2016 foi detetada, no decorrer de investigação OSINT [6] da InformNapalm, à 3 km de zona industrial de Avdiivka. Mas a maior surpresa é a presença na foto de dois sistemas russos de desminagem «Meteorit», exclusivas às forças armadas russas. Além de seu propósito primordial – a desminagem dos locais, as estações UR-77 são frequentemente usadas para a aniquilação de infantaria inimiga entrincheirada nas ruínas fortificadas dos edifícios. Foi documentada a utilização destes equipamentos neste tipo de missões secundárias no decorrer da 2ª guerra chechena (1999), no assalto à aeroporto de Donetsk na Donbas (2015). Observa-se também o uso dos complexos UR-77 na Síria [7] nos ataques contra as áreas reforçadas em Jobar, nos arredores de Damasco.
2 [8]A comunidade InformNapalm efetuou não apenas a identificação dos equipamentos e detalização da fotografia aérea original, mas também encontrou as provas e confirmações documentais, em fotos e vídeos, tudo no decorrer de monitoramento das páginas sociais dos militantes terroristas que se encontram na área de localização dos referidos armamentos, num polígono militar nos arredores de Chistyakovo.

A foto mostra a coluna de 20 tanques, avistados na referida área.
xuuoswxmlpg [9]As fotos aéreas apresentadas mostram que nenhum acordo de Minsk e outros acordos internacionais são capazes de apaziguar o agressor. A Rússia continua a acumular os armamentos e equipamentos nos territórios ocupados ucranianos de Luhansk e Donetsk. Apenas uma posição dura e consolidada de toda a comunidade internacional, a pressão económica e anulamento do direito de veto [10] da Federação Russa na ONU são capazes de influenciar a situação.

Recordamos que na última sessão da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE), que decorreu entre 10 à 14 de Outubro, foi apresentado o relatório da comunidade de inteligência internacional InformNapalm «Armamento russo na Donbas» [11].  O referido relatório ofereceu uma clara imagem e uma lista de evidências de que a Federação Russa sistematicamente fornecia e continua a fornecer às forças terroristas na Donbas não apenas os armamentos obsoletos da época soviética, mas também os equipamentos militares modernos, além de enviar os seus militares que dirigem e exploram estes mesmos equipamentos.

Tendo em conta toda essa situação, Ucrânia precisa urgentemente, não apenas da ajuda económica, mas também da assistência militar da comunidade internacional. Os tipos letais e não-letais de armamento moderno, fornecidos às Forças Armadas e à Guarda Nacional da Ucrânia, poderiam ser um fator significativo do impedimento das ambições do Kremlin de realizar a ocupação rastejante do território ucraniano, desestabilizando a situação nas fronteiras orientais da União Europeia e da NATO.