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FSB se perdeu nas margens da Crimeia ocupada

No dia 30 de junho, o chefe do Serviço da Guarda-fronteira da Ucrânia, Victor Nazarenko, informou na sua página do Facebook [1] sobre a detenção na região de Kherson de dois operativos do FSB, que tentavam penetrar ilegalmente no território da Ucrânia.

Hoje, no dia 30 de junho, cerca das 2h30 (de manha, hora ucraniana), o destacamento da Guarda-fronteira de Kherson, em conjunto com os militares das FAU, na região de Kherson, nas margens do golfo de Perekop, detive duas pessoas não identificadas, indocumentadas e encontrou o barco, usado pelos detios para desembarque na costa.

A interrogação mostrou que os detidos são militares do Serviço de Fronteiras do FSB da federação russa. De acordo com eles, supostamente desempenhavam o papel de violadores de fronteira durante o exercício de treino, mas se desviaram do caminho, perderam a orientação e, portanto, entraram na Ucrânia continental. Os cidadãos russos detidos são sujetos às certas ações processuais previstas na legislação ucraniana.

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A página do chefe da Guarda-fronteira da Ucrânia mostra as fotos dos detidos, mas não revela os seus nomes. A Comunidade Internacional InformNapalm [3], efetuou uma rápida investigação OSINT, com intuito de revelar a identidade dos operativos do FSB detidos.

Na rede social «VK» foi achado o perfil do Vladimir Kuznetsov [4] (o apelido/sobrenome do operativo do FSB nas redes sociais pode não ser real), ver arquivos da página [5]foto [6]contactos [7] e grupos [8]), cuja semelhança com o operativo do FSB detido é óbvia: os olhos, nariz, testa, corte de cabelo, orelhas e lábios “descaem” para o lado direito, até a corrente no pescoço é a mesma.

[9]Além das semelhanças físicas, existem algumas indicações indiretas de que Vladimir Kuznetsov pertence ao FSB. Tendo estudado o círculo modesto de amigos do Kuznetsov, torna-se claro que ele é da cidade de Blagoveshchensk, região russa de Amur, na fronteira com a China. Em Blagoveshchensk está localizado a Direção da Giarda-fronteira do FSB da região de Amur, e muitos moradores locais são filhos e netos de militares e operativos de guarda-fronteira, que servem nas unidades da guarda-fronteira da Rússia.

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Entre os amigos do Kuznetsov, podemos ver o seu conterrâneo Igor Kin [11], de alguma forma relacionado com a unidade militar № 2486, pertencente às unidades da marinha da guarda-fronteira russa, incumbidas a defesa da fronteira russa, neste caso com a vizinha China, no rio Amur.

Neste contexto deve recordar-se que os russos detidos em Kherson, tentaram penetrar na Ucrânia continental de barco.

Nesta fase inicial não foi possível estabelecer a identidade do segundo russo detido. Se espera que a nossa investigação com base na inteligência de fonte aberta poderá ser útil ao SBU e ao Serviço de Guarda-fronteira da Ucrânia para dirigir as perguntas adicionais aos russos detidos, efetuando as medidas de filtragem necessárias.

Resumindo, gostaríamos de chamar a atenção dos leitores à uma das últimas notícias da imprensa russa – o “Ministério do Interior russo propõe encorajar os imigrantes à se deslocarem ao Extremo Oriente e à região do Baikal”. O processo é acompanhado pela recolocação dos últimos guardas de fronteira russos, na proteção da “fronteira” na península ocupada da Crimeia (Ucrânia), bem como nas regiões ocupadas de Geórgia: Abécásia e Ossétia do Sil (Tskhinvali), onde servem, principalmente, os russos naturais da região do norte e do Extremo Oriente.


(Creative Commons — Attribution 4.0 International — CC BY 4.0 [12])