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Na Criméia, um marinheiro da Frota do Mar Negro da Russia foi hospitalizado após receber a vacina contra o COVID-19

Na Crimeia Ucraniana, temporariamente ocupada pelos russos, cerca de duas dúzias de marinheiros russos, vacinados à força a 10 de Janeiro em Sevastopol, reclamaram de mal-estar. Tiveram febre muito alta (39-40 ° C).

Um dos marinheiros, Maxim Churilov, de 18 anos, convocado para o serviço militar em Outubro de 2020, parecia estar em condições ainda piores.

Teve uma reação alérgica, garganta inchada e começou a sufocar. Foi hospitalizado no hospital mais próximo da cidade.

Maxim Churilov, um militar da Frota Russa do Mar Negro, que está a fazer o serviço militar obrigatório  no 1096º regimento de mísseis antiaéreos separado (unidade militar 83576) na cidade de Sevastopol, foi levado para a unidade de terapia intensiva após ser vacinado à força contra o COVID-19.

Conforme relata a Rádio Svoboda [1], na manhã de 10 de Janeiro, soldados russos da unidade militar 83576 estavam reunidos na cidade de Sevastopol ocupada.  O comandante da unidade, Serhiy Puzin, informou aos seus subordinados que seriam vacinados contra o coronavírus.  A participação neste evento era obrigatória e não foram aceites recusas.

Os recrutas foram logo levados a uma clínica militar e foram vacinados. Alguns militares alertaram os médicos para possíveis reacções alérgicas, mas os médicos não deram ouvidos às suas observações.

Além disso, os médicos recusaram-se a dizer o nome da vacina com a qual os marinheiros foram vacinados. Provavelmente, era a vacina russa “Sputnik V” que foi usada para a vacinação contra o COVID-19, pois, a 5 de Dezembro de 2020 começou a vacinação contra o coronavírus com essa vacina na Rússia. A vacina “Sputnik V” foi criticada pelos profissionais ocidentais por falta de provas da sua eficácia e devido à falta de publicações científicas sobre os testes.

Também apareceu na Internet um vídeo, no qual a avó do militar, que estava em tratamento intensivo, Irina Churilova, contava os detalhes dessa vacinação forçada.

Acrescentamos que, em Outubro de 2020, a Rússia realizou outro recrutamento militar ilegal na Crimeia ocupada.

Esta é a décima segunda campanha ilegal para atrair recrutas da Crimeia. Essas acções violam gravemente o Direito Internacional. Nos termos das Convenções de Genebra [2], o estado ocupante está sujeito à proibição  de obrigar as pessoas a servir em suas forças armadas ou auxiliares, bem como de exercer pressão e propaganda em favor do alistamento voluntário no exército. A Rússia também viola o direito internacional quando abre processos criminais contra aqueles que se recusam a entrar no seu Exército.

No futuro, todas as acções ilegais do governo russo nos territórios ocupados terão consequências legais. A 14 de Janeiro de 2021, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos [3] tomou a primeira decisão [4], positiva a favor da Ucrânia, no processo contra a Federação Russa n.º 20958 / 14 (relativo à Crimeia).

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[12]Este artigo foi escrito por Roman Burko especialmente para o site da comunidade internacional voluntária de informação OSINT InformNapalm [13]. Tradução: Helena Sofia da Costa.
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