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As perdas «secretas» do spetsnaz do GRU russo

Recentemente, o jornal provincial russo, «rpnews [1]», publicou o artigo sobre a morte do batedor militar e membro do spetsnaz do GRU/SSO russo, 1º tenente Sergey Pechalnov, ocorrida ainda em junho de 2016, provavelmente na Síria.

No artigo, baseado na entrevista com os parentes, se fala dos seus serviço no GRU e da participação na operação terrestre na Síria. Informa-se que oficial morreu, vítima de explosão de uma mina, apesar de ser evacuado para hospital em Moscovo. A cerimónia do enterro decorreu em 17 de junho de 2016 na aldeia de Mikhaykovskoe, na província russa de Ivanovo. Foi a única informação publicada na imprensa russa sobre o caso.

 

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Pela entrevista do pai do oficial morto, Aleksandr, é possível perceber que o seu filho foi atingido, juntamente com o capitão Oleg Arkhireev, que morreu em combate em 9 de junho de 2016 (como escreveu a página Conflict Intelligence Team – CIT [4]).

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A viúva do Sergey Pechalnov, Vitória, publicou no seu perfil numa das redes sociais a foto do monumento em memória dos membros do spetsnaz do GRU/SSO mortos recentemente.

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Tudo indica que o monumento se localiza no recinto da unidade militar № 92154, situada na cidade militar fechada Senezh [7], que, por sua vez, fica na cidade russa de Solnechnegorsk, na província de Moscovo. Como mostram os edifícios militares que aparecem na foto e os nomes de outros oficiais mortos, mencionados na placa do monumento:

  1. suslov-grave2 [8]O capitão Sergey B. Suslov, condecorado, à título póstumo, com a ordem militar “Coragem”, morto em 14.06.2014, possivelmente na Ucrânia.
  1. O tenente-coronel Aleksandr I. Kononov, morador em Solnechnegorsk, servindo no centro especial “Senezh”, condecorado, à título póstumo, com a ordem militar “Herói da Rússia”, morreu em 12.08.2014, oficialmente em Daguestão, possivelmente na Ucrânia.

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  1. O 1º tenente do GRU, Aleksandr Zharov, morreu em 11/08/2014 [11].

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Depois seguem as perdas das Forças de Operações Especiais (SSO) russas, decorridas na Síria e mencionadas no artigo do CIT.

O capitão Maksim A. Sorochenko, condecorado, à título póstumo, com a ordem militar “Kutuzov”, morreu em 19.11.2015, a data da sua morte coincide com a data de morte do capitão Fedor V. Zhuravlev, também morto na Síria.

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Os últimos na lista estão já mencionados Pechalnov e Arkhireev, mortos na Síria em junho de 2016. O facto de Sergei Pechalnov ser sepultado não em Solnechnogorsk, onde são enterrados os militares, pertencentes às SSO russas, mas na sua aldeia natal, provavelmente contribuiu para que a sua morte permanecer desconhecida pelo público, durante um longo período de tempo. O artigo de jornal sobre a morte de Pechalnov termina com a pergunta perfeitamente legítima, endereçada ao alto comando militar russo, que sonega a participação do exército russo em ações militares no estrangeiro:

…Recentemente, o Ministério da Defesa da federação russa lançou o concurso para a fabricação de mais de dez mil medalhas “Participante da operação militar na Síria”. Serão recebidas por aqueles que tiveram a sorte de voltarem vivos. E o que acontecerá aos nossos rapazes que morreram? Serão eles conhecidos? Serão lembrados como os heróis que deram as suas vidas numa guerra no tempo de paz?

 


Autor Victory Krm [15], InformNapalm.org [16]