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A invasão da caixa de correio do piloto russo de um avião IL-76 revelou o esquema de fornecimento de armas do Irão, África do Sul e Mali para a Rússia

O grupo de hackers “Cyber ​​​​Resistance” entregou à Comunidade Internacional Voluntária de Inteligência OSINT InformNapalm dados exclusivos da caixa de correio de Maxim Okss, ex-militar e agora comandante “civil” da aeronave IL-76 da companhia aérea sancionada “Aviacon Zitotrans”. O conteúdo da caixa de correio revela informações sobre como as companhias aéreas russas realizam o transporte aéreo de armas, munições e mercadorias sancionadas do Irão, África do Sul e Mali para a Rússia.

COMANDANTE da Unidade militar nº 41495

Nome: Maksym
Apelido: Okss
Nome patronímico: Igorevich
Nascido: em 18 de Julho de 1977
Passaporte de cidadão da Federação Russa nº 45 21 705316
Emitido: em 10 de Agosto de 2022
NIF: 370201681553
Endereço: Rua Sinyavinskaya, 11, prédio 9, apartamento 93, Moscovo

Maksym Okss nasceu em Dresden, estudou na Rússia, mas em todos os documentos, quando lhe perguntam sobre a sua nacionalidade, afirma que é “ucraniano”. E através dos dados obtidos torna-se claro para nós que este chamado “ucraniano etnico” contribui para a continuação da agressão russa contra a sua histórica Pátria.

A sua carreira militar dispensa descrição detalhada. Serviu na aviação de transporte militar, ascendeu ao posto de comandante do 566º regimento de aviação de transporte militar separado, unidade militar 41495, aldeia de Seshcha da região de Bryansk.

A sua carreira militar dispensa descrição detalhada. Serviu na aviação de transporte militar, ascendeu ao posto de comandante do 566º regimento de aviação de transporte militar separado, unidade militar 41495, aldeia de Seshcha da região de Bryansk.

“O camarada coronel” não fez nada de particularmente notável ali. O momento mais interessante foi encontrar no seu e-mail as plantas de construção de sua casa de campo com balneário (casa de banho) junto dos resultados de uma fiscalização oficial da unidade mencionada, que constatou os factos da falta (de abastecimento) e de roubo de bens.

Em 2018, o Coronel Okss foi transferido para exercer o cargo de chefe de serviço, nomeadamente, de piloto-inspetor sénior do Serviço de Segurança de Voo da Diretoria (Sede) do Comando de Aviação de Transporte Militar, unidade militar 25969 (Rua Matrosskaya Tishina 10, Moscovo). Mas o serviço não durou muito e foi logo demitido do cargo ocupado pelo motivo declarado: O cargo ocupado não é adequado. Não é aconselhável nem razoável incluir este oficial nos planos de voo.” Logo foi demitido do cargo.

Dessa forma, Coronel Okss deixa o serviço militar e, com experiência em pilotar transportadores IL-76, vai trabalhar na aviação civil.

“AJUDA HUMANITÁRIA” DO IRÃO

O primeiro local de trabalho de Maxim Okss foi a ALROSA Airlines (Russo: АЛРОСА é um grupo russo de empresas de mineração de diamantes especializadas na exploração, mineração, fabrico e venda de diamantes).

Mas em Maio de 2021 Okss mudou-se para trabalhar na Instituição Orçamental Estatal Federal “Empresa de Aviação e Resgate do Ministério de Situações de Emergência da Rússia”. Mas, o facto bastante interessante é o seguinte: estes não apenas tratam exclusivamente de resgates, mas oferecem uma gama mais ampla de serviços. O transporte VIP e o transporte corporativo de passageiros são bastante relevantes para campos rotativos remotos na Rússia, assim como a evacuação sanitária da taiga ou do permafrost. Porém, esta empresa também realiza transporte de cargas.

Entre a pilha de documentação técnica, hacktivistas encontraram dados do voo realizado por esta companhia aérea em 6 de Fevereiro de 2023 na rota Moscovo (aeroporto Zhukovsky) – Úrmia (Irão).

Úrmia é o centro administrativo da província iraniana do Azerbaijão Ocidental. O que é interessante é que, literalmente uma semana antes do voo, os meios de comunicação tinham informado sobre o ataque do Exército Israelita às fábricas de produção de armas iranianas. Assim, entre outras informações, foram relatadas explosões na zona industrial de Shahid Salimi, na província vizinha do Azerbaijão Oriental. O mapa mostra que daquela zona industrial até Úrmia, para onde os russos voaram, a distância é de apenas uma hora e meia de carro.

O que os russos lá foram buscar? Os documentos do correio do ex-coronel indicam que definitivamente não se tratava de uma “carga humanitária”, conforme indica a documentação do voo. Além disso, graças aos horários de serviço dos pilotos, sabemos que o IL-76 desta companhia aérea operava voos para África e Síria. Quanto à Síria, tudo é óbvio: voos para Latakia e para a base aérea russa de Khmeimim para transportar carga para as tropas russas que lá estão localizadas. Todos os voos para bases sírias na programação estão marcados em cinza, o que significa Ordens do Estado. Por exemplo, só em Fevereiro de 2023, ocorreram 13 voos deste tipo para a Síria.

Entre os horários dos voos, também se encontram voos comerciais para a capital do Mali, Bamako. Como sabem, existe uma presença russa significativa no Mali, incluindo o antigo grupo “Wagner”. Provavelmente essa companhia militar privada era o cliente “comercial”. Não é surpreendente que o número de voos para Bamako dispare em Junho de 2023. Existe até um documento separado com características de voo e carregamento da aeronave no correio de Okss. Assim, de 21 a 22 de Junho, foram realizados vários voos na rota Ramenskoe – Krasnodar – Latakia – Bamako – Latakia – Bamako – Latakia – Bamako – Latakia – Krasnodar – Ramenskoe. Tal aumento na actividade é uma coincidência bastante interessante, considerando que o golpe de Prigozhin ocorreu a 23 / 24 de Junho de 2023.

Por volta de Agosto / Setembro, Okss foi transferido para uma companhia aérea de carga privada sancionada “Aviacon Zitotrans”, que realizava transporte de carga para empresas militares sancionadas da Federação Russa. Conforme indicado no site oficial das pessoas jurídicas e físicas sancionadas, da Agência Nacional de Prevenção da Corrupção da Ucrânia, a “Aviacon Zitotrans” envia equipamentos militares, tais como mísseis, ogivas e peças para helicópteros, para todo o mundo. Por exemplo, a

“Aviacon Zitotrans” enviou equipamento militar para África, para a Venezuela e outros países. Um exemplo de tais aсções: em Setembro de 2022, a “Aviacon Zitotrans” tentou usar uma empresa turca e diplomatas turcos para facilitar a venda de equipamento militar russo no exterior em nome da “Rosoboronexport” Joint Stock Company, uma empresa militar estatal da Federação Russa que se encontra na lista de sanções dos EUA.

É por isso que o horário dos voos de Okss foi interrompido em Agosto. Mas conseguimos avistar o voo de outra equipe para lá no dia 03/08/2023 para a Cidade do Cabo (Cape Town).

E já em Setembro, o Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa disse que um grupo de peritos independentes não encontrou provas de que um navio russo transportasse armas da África do Sul para a Rússia em Maio de 2023. Claro, porque as armas não eram transportadas por navios, mas por aviões. Por aviões do Ministério de Situações de Emergência da Federação Russa.

Os documentos com o manifesto de carga foram entregues às autoridades competentes pelo grupo “Cyber Resistance”, ainda não sujeitos a publicação. A caixa de correio de Okss prova mais uma vez que a Rússia não está apenas a aumentar a sua própria produção, mas também a importar armas para prolongar esta guerra de desgaste tanto quanto possível.

Portanto, a questão do apoio do mundo ocidental à Ucrânia, incluindo armas e munições, aviões e tanques, mísseis e drones, é uma questão de segurança do mundo democrático.


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